terça-feira, julho 29

Sobre andar e mundo

Minha mãe reclamava
Desde minha meninice
Que eu tinha pregos na sola 
Arrastava tudo pelo caminho
E não levantava os pés para andar
Mas hoje, mãe querida,
Saiba que carrego comigo um tanto
De terra, grama e coração
De todos os lugares que fui
O que não seria possível
Se meus pés não roçassem o chão

Um comentário:

  1. Me sinto como você e sinto o que você sente.
    A pesar disso continuo dando impressão de andar arrastando quando a responsabilidade disso é mais dos livros que me fazem viver num limbo, do que da minha coordenação motora que, a pesar de muito eficaz, não guarda problemas com instabilidades...
    Mesmo assim, que seríamos nós se não fossem os sonhos?

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