domingo, junho 16

Uma carta a você

Amor, me desculpe, mas hoje eu menti.
Eu não estava bem, não estou há algum tempo.
Sinto uma dor por dentro e ela não me deixa esquecê-la e meu estômago se contorce e eu choro, porque você sabe que eu não suporto dor.
E há uma semana não há um dia em que meus olhos não se encham de lágrimas ao menos uma vez.
Me sinto mal por escrever a você, mas você sabe que é meu único confidente. É um peso grande, não é?
Sinto que me entende as vezes, mas já está cansado do meu choro infantil.
Amor, eu tenho medo.
Das coisas piorarem, de eu piorar e de tudo ficar longe demais para me ajudar.
Mas o que a gente faz com o medo?
Você já me disse, mas eu não consigo esquecê-lo.
Nunca fui boa em esquecer, as lembranças me perturbam mais do que deveriam.
As de agora, no entanto, são lembranças do futuro e isso está errado.
Que besteira chorar pelo futuro!
Não faço por querer, eu juro. Só acontece.
Eu só preciso de sorrisos seus e de uma segurança que acho não poder pedir para você.
Nunca quis te perder, mas me prendi a você de um modo que dói soltar. Eu não quero soltar!
Mas é o certo e cria um vazio em mim que não sei como preencher. Eu só quero se for com você de novo.
O tempo me assusta, também.
Você diz que eu não devia, mas eu gosto de planejar tudo. Isso me faz mal, mas gosto.
Na verdade, eu tenho pavor de te perder. Te imaginar solto, sem mim, podendo fazer coisas que nunca vão chegar aos meus ouvidos. Me enjoa e me deixa com frio.
Ainda tenho dúvidas se eu vou querer ouvir.
Amor, nunca quis transferir meu peso para você. Me desculpe te fazer aguentar, não é sua obrigação.
Vou tentar carregar meu próprio peso, mas eu queria mesmo é que ele ficasse mais leve.
Você é meu único e sem você eu não sei mais como é.
Eu amo você.
Sua.

quarta-feira, junho 12

Sobre tatus, quatis e poemas de amor

Não consigo mais fazer
poemas de amor.
Quase todo o amor que eu tinha
se escondeu no teu sorriso.