quarta-feira, janeiro 18

Releituras

Relendo os textos desse blog (lá para 2009) eu vejo, agora, como eu gostava do que eu fui. Inclusive do meu Flickr, eu adorava ser quem eu era, ou então eu fazia um esforço tão grande pra ser alguém que eu gostasse que, hoje, vejo que acabei conseguindo. Sinto saudades.
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Não consegui mais fotografar lindas fotografias, nem escrever os meus poeminhas que eu adorava, nem me apaixonar perdidamente por alguma coisa que me deixasse inspiradíssima.
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Um problema, mais do que uma solução - como eu sempre achei que fosse -, é que eu gosto de tudo. Amo minha faculdade, amo meus projetos, amo o que eu faço. E esse amor substitui os outros? Mas eu também amava os outros. E eu sou boa na maioria das coisas que eu faço, isso torna escolher muito difícil.
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Queria voltar a ter aulas de literatura e ficar completamente apaixonada por todos os segredos que eram descobertos naquelas letras. A literatura é muito parecida com a arquitetura, o problema é que, até hoje, nunca me apareceu um professor de arquitetura tão bom quanto o meu de literatura. Depois de dois anos de faculdade, acho que ainda não fui alfabetizada na linguagem dos prédios. E isso é tão difícil... Agora eu entendo.
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Parodiando Rita Lee:
Engenharia é prosa,
Arquitetura é poesia.
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Os rebuliços da sua mente e as borboletas no estômago não param quando vocês crescem. 
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Meu lema de vida sempre (e isso faz uns seis anos) foi "Somo quem podemos ser, os sonhos que podemos ter" (e aquele eco gritando "ENGENHEIROS!" no fundo, pra quem conhece a versão ao vivo da música).
Será que ainda dá certo isso de acreditar nos seus sonhos?
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Odeio crescer e sentir que eu perdi todas as boas ideias que brotavam espontaneamente na minha cabeça. Não é possível que já tenha acaba o adubo...