quarta-feira, junho 24

Noites de segunda

Esse fósforo que não se acaba,
Não se apaga e não se acaba,
E eu sopro, e dura sempre
E não deixas que sopre mais,
E que alimentas
E eu me desalimento,
Me desalinho se te falo
Digo, me desconcerto
No que levei tanto para consertar...
E a madeira que não cessa
E essa imensidão em frente
Não deixaram eu largar
Esse meu retrato teu;
E me fazem pensar que olhas
Aquele teu retrato meu.
E como que essa água,
Tanta água de sal e cor,
Não apaga, não se acaba?!
E se eu te jogar no fogo?
E se eu te jogar na água?
Que afoga, que afaga,
Que derrota, que naufraga,
Apago-te de mim.
Que joguem o fósforo no mar,
Não poderás te salvar.
__________
Ufa...

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