domingo, junho 28

Sobre pequenas coisas

Estudando Vargas para minha belíssima prova de história - não que isso realmente tenha a ver - eu tentei lembrar porque eu gosto tanto de Toddynho; não consegui. Aí eu tentei lembrar porque eu gosto tanto de uvas e também não consegui. Então eu descobri que não conseguia lembrar o porquê de eu gostar tanto de certas coisas - além de comidas - e que fazia muito tempo que eu não parava para deliciá-las ou apreciá-las. Abandonei meu lindíssimo caderno e fui comer uva na varanda.

Olhando para os cantos tentando achar alguma coisa que eu não conheço ali ainda eu descobri um casulo. Um casulo na minha varanda! E eu nem sabia da existência dele. Mentira, eu sabia, mas eu tinha realmente esquecido; coitado, foi esquecido pelas minhas lentes, que nem acompanharam seu crescimento. Isso é quase um pecado.

Enfim, comendo minhas uvas eu descobri que frutas são, de longe, uma das melhores coisas feitas pelas árvores, depois da sombra. Aí eu me animei e decidi lembrar porque eu gosto de mexerica, laranja e melancia. Mas a melancia estava ruim, então eu não tenho mais tanta certeza se gosto dela. Depois de encher a jardineira da varanda com sementes, na esperança de nascer uma laranjeira ou mexeriqueira pra mim, eu fiquei um tempão só apreciando o gostinho na boca... É, eu amo frutas.

Depois eu decidi voltar ao meu fiel e digno Vargas, mas lembrei que faz muito, muito tempo que eu não tomo Toddynho - desde que pararam de vender lá no colégio. Resolvi tentar fazer o meu com leite e Toddy, o que, como sempre, não deu certo. Inconformada, coloquei também leite e pó e ia colocar sorvete. Só parei porque daqui a duas semanas vamos para Angra e... Enfim.

Vamos acabar logo com isso: Deve-se parar de estudar e comer frutas e tomar leite, depois você não vai querer voltar a estudar e virá escrever no blog. Deve-se, também, comprar pilhas para o seu mouse sem fio para você não ter que ficar mexendo a setinha com o dedo. Por último, mas não menos importante, deve-se falar, falar muito, e conversar bastante, e ficar rouca de tanto falar e de gritar! No outro dia seu humor estará tão renovado que até colonização no século XVII será divertidíssimo.

quarta-feira, junho 24

Noites de segunda

Esse fósforo que não se acaba,
Não se apaga e não se acaba,
E eu sopro, e dura sempre
E não deixas que sopre mais,
E que alimentas
E eu me desalimento,
Me desalinho se te falo
Digo, me desconcerto
No que levei tanto para consertar...
E a madeira que não cessa
E essa imensidão em frente
Não deixaram eu largar
Esse meu retrato teu;
E me fazem pensar que olhas
Aquele teu retrato meu.
E como que essa água,
Tanta água de sal e cor,
Não apaga, não se acaba?!
E se eu te jogar no fogo?
E se eu te jogar na água?
Que afoga, que afaga,
Que derrota, que naufraga,
Apago-te de mim.
Que joguem o fósforo no mar,
Não poderás te salvar.
__________
Ufa...

domingo, junho 21

Sobre hoje

de Bem Burra mesmo.

terça-feira, junho 16

Brincando com letras e notas II

Transforme-me
Forme-me
Me-me
Fá-sol-sol-fá-mi-ré-dó-dó-ré-mi-mi-ré-ré
__________
UERJ é domingo, o que eu estou fazendo aqui?!
É saudade, eu acho. Ou lembranças que ainda não aconteceram. Ou saudade do que já vem. Vai saber (eu não sei).

quarta-feira, junho 3

Pois é, Mafalda


Não me leve a serio, não me leve a mal, me leve para casa.