sexta-feira, fevereiro 27

Clássico Paradoxo

Eu te odeio.
Não muito, não com todas as minhas forças.
Odeio-te o suficiente
Para não te odiar totalmente
E te amar por completo.
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Para relembrar bons tempos.

quinta-feira, fevereiro 12

Temporariamente sem título

Foi sorrateiro, matreiro. Quase ninguém percebeu, mas estava lá. Aos poucos os conquistou e nem se deram conta disso. Foi estendendo suas raízes por baixo da terra, agarrando os pés de quem passasse; o individuo ficava ali, imóvel, em transe. Estendeu seu campo de domínio a áreas inimagináveis e, até então, inalcançáveis. Surpreendeu a todos com seu sussurro baixo e persuasivo; ninguém pôde resistir. Era, enfim, o maior e mais invejável, o ser soberano sobre a terra. Tinha tudo, possuía todos. Nem mesmo a si próprio conseguiu resistir! Até que, um dia, explodiu de desgosto e virou gota de chuva. Não passou na televisão.