segunda-feira, janeiro 26

Sulei

Talvez a partir de hoje não serão tão constantes minhas aparições - em um universo parelelo, meu blog é muitíssimo visitado, muito bem cotado e todos sentem minha falta, então eu espero que essa mensagem sobreviva à faca sutil e chegue aos meus fiéis leitores; só para vocês ficarem informados da atual situação. Volto só dia 08/02, depois disso não sei como tudo vai se encaixar por aqui.

Eis minha mensagem final de janeiro: Aproveitem os desenhos da Pum-Pum (sem trocadilhos) e os gatinhos, viva la revolución e abaixo o vestibular!

sexta-feira, janeiro 23

Inseparável

Envolvidos um no outro,
Parecíamos um só.
Tentava levantar-me,
Puxava-me de volta,
Mais para perto...
Abrir os olhos? Para que?
Sentia-os pesados...
Tudo amassado;
Enrolados entre as pernas, enpernados.
Queria espreguiçar-me, mas não deixava.
Puxando-me junto a si:
- Só mais cinco minutinhos...
E que cinco minutos,
Os melhores daquele dia.
Pelo espelho do banheiro olho para ele.
Desarrumado, desconjunto.
Contra minha vontade, saio pela porta:
- Até mais tarde, meu querido lençol.

quinta-feira, janeiro 15

Enquanto isso, na AFA...

“Eu sou Germânia Patinho*, tenho 17 anos e sou uma fotografólica. As pessoas chamam-me de maluca, dizem que não é saudável, mas não consigo me livrar deste vício; é algo que me persegue 24 horas por dia.

Já tentei muitas coisas, mas não é possível abandonar minha máquina, meu objeto do mal. É como se estivesse grudada em mim: suas engrenagens se confundem com as minhas e nos tornamos um só ser que não vive sem o outro... É realmente desesperador quando não posso levá-la para toda parte. Chamem-me de fraca de espírito, mas não consigo largar a mania de ver ângulos em cada paisagem, enquadrar cada cena, conferir o balanço de luz e criticar quando algo está claramente errado. Estes são os maiores problemas que o vício me traz.

Quando uma situação me intriga, quando a luz se acende em minha cabeça, a câmera vibra nas minhas mãos e não há meios de controlá-la, é como se ela agisse sozinha. E, feito mágica, ela emite aquele clique maravilhoso que exalta todos os meus músculos e então dispara; não só para dentro de si mesma, mas também para dentro de mim.

Esse vício já perdura por onze anos, desde que foi oferecida (pela minha mãe, quem diria!) aquela máquina mortífera disfarçada de rosa e com desenhos infantis de ursos polares e pingüins. A partir de então, não tive mais sossego; muito gastei em rolos e mais rolos, só para satisfazer esse prazer imenso que me traz apertar aquele botão e sentir a adrenalina correndo em minhas veias. Quando surgiu o modo mais sofisticado de atingir esse estado de espírito, onde não mais se precisava dos caros rolos, mas sim de pequenos retângulos azuis, é que tudo saiu do controle de vez: ninguém mais poderia me segurar àquela altura. Para todo canto e a todo instante eu estava com o meu objeto de vício e isso só foi piorando com o tempo, me consumindo aos poucos. Eu tinha que aprimorar e elevar o nível cada vez mais, se não nada me satisfaria.

Hoje venho aqui à Associação dos Fotografólicos Anônimos para trocar experiências e, contra a vontade dos médicos, dicas para aprimorar a arte de escrever com a luz. A fotografia nada mais é do que ver o que quase ninguém mais vê. Essa é a melhor sensação de todas e é o que leva os que vêem o mundo com um olhar diferente quererem mudá-lo; há uma necessidade em cada um de nós de preservar essa visão para sempre na memória, na memória humana. Isso é algo que nenhuma máquina escritora a base de luz conseguirá fazer.”

* Os nomes foram modificados para preservar a identidade dos envolvidos.

sexta-feira, janeiro 9

Últimas notícias



Desvendou-se finalmente o mistério das rodas-gigantes: são, para espanto geral da platéia, rodas de uma bicicleta enterrada de um menino muito, muito grande.

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Acho que me perdi.

sábado, janeiro 3

(entre parênteses)

(Um desabafo rapidinho por aqui [enquanto minha Florianópolis cai aos pedaços {tenho certeza que Deus, o Ser-supremo-que-controla-o-universo, a Chaleira Mágica ou seja lá como você chama - se é que chama - luta vigorosamente para previnir-me do câncer de pele} de tanta chuva que cai aqui]: Orkut é uma droga, em qualquer sentido imaginável. Pronto, acabou.)