domingo, dezembro 20

Rio, você seduz


E olha que minha terra é mais ao sul do país...

sexta-feira, dezembro 18

I Want A Hippopotamus For Christmas



I want a hippopotamus for Christmas
Only a hippopotamus will do
Don't want a doll, no dinky Tinker Toy
I want a hippopotamus to play with and enjoy

I want a hippopotamus for Christmas
I don't think Santa Claus will mind, do you?
He won't have to use our dirty chimney flue
Just bring him through the front door,
that's the easy thing to do

I can see me now on Christmas morning,
creeping down the stairs
Oh what joy and what surprise
when I open up my eyes
to see a hippo hero standing there

I want a hippopotamus for Christmas
Only a hippopotamus will do
No crocodiles, no rhinoceroses
I only like hippopotamuses
And hippopotamuses like me too

Mom says the hippo would eat me up, but then
Teacher says a hippo is a vegeterian

There's lots of room for him in our two-car garage
I'd feed him there and wash him there and give him his massage

I can see me now on Christmas morning,
creeping down the stairs
Oh what joy and what surprise
when I open up my eyes
to see a hippo hero standing there

I want a hippopotamus for Christmas
Only a hippopotamus will do
No crocodiles or rhinoceroseses
I only like hippopotamuseses
And hippopotamuses like me too!

segunda-feira, dezembro 14

Inquietante

Algum remédio para estômago borboletante em horas inoportunas?

domingo, dezembro 6

Breve resumo findessemaneiro

Enem = escroto.
É só o que eu tenho a dizer por hoje.
Fim.

quinta-feira, novembro 5

pê ésse

O blogspot me irrita, estou pensando seriamente em mudar pro blogger quando vierem as férias... Mas pode deixar que vai demorar. E que diferença faz, não é? Pois é. Tá um inferno de quente aqui, desses que você sai suado do banho; sem sinais de que vá melhorar nos próximos três meses - incluindo a minha garganta inarcondicionável. Queria mesmo saber o que deu na cabeça das pessoas esse ano, taquipariu. Por que será que eu continuo assumindo compromissos quando eu deveria estar estudando física e matemática? Por que?! Eu deveria parar de assumir tarefas. Alguém me faz parar, por favor? Acabei de comer um empadão de frango com calabresa e champignon; estranho.
Então, acabou, não tenho mais o que reclamar da vida.

domingo, novembro 1

Oh, darling...!


Benditos sejam o ares oxfordianos na minha vida. Benditas sejam as esquinas e os frappuccinos. Maldita, maldita seja a saudade.

terça-feira, outubro 13

Obs.:

Só pra avisar que daqui a 42 dias é 24/11 e daqui a 11 dias é dia 24/10.
O pior é que eu tenho sim muita coisa pra fazer.

quarta-feira, setembro 30

Iaiá

No outro dia,
em meio às tantas vezes que a porta se abria,
ele não saia.
Ouvindo a melodia
que a parede continuamente emitia,
ele se escondia.
Não queria, não ouvia,
ninguém mais sorria.
Era água fria
que vinha e não ia
- nada voltaria
nem nunca passaria.

segunda-feira, setembro 28

Tu... tu... tu...

O mundo andava caído antes mesmo de desabar

Essa mente está fora da área de cobertura ou desligada.
Tente mais tarde, obrigada.

domingo, setembro 20

Respirar

E expirar. Fundo.
De novo.
Respirar...

... expirar.
Calma.

sexta-feira, setembro 11

Divagações pré-domingo



Acho que minha meta de vida é sair por esse Brasil tirando foto de cada poeirinha que eu vir.
Acho que eu queria fazer isso agora, agora, já.
Acho que todas as pessoas do mundo podiam dar meia-volta e empurrar o planeta pro outro lado, aí ele pararia, nem que fosse só um pouquinho...
Acho que uma das melhores ações que existem é tirar o pano de cima das coisas pra saber o que tem em baixo. E vice-versa.
Acho também que ninguém vai descobrir verdade nenhuma.
Outra coisa muito muito boa são aquelas ligações tão sutis e tão finas entre causas e consequências. E ficar olhando pra elas, vê-las balançando no ar... Quase arrebentando... E quando arrebentam, jorram confetes de chocolate. Mas a gente quase nunca as vê arrebentando, porque elas têm vergonha de se mostrarem tão f'rageis para as gentes daqui.
E sabe o que mais? Bom mesmo seria se chovesse morango, dos doces. Seria o melhor dia da existência do universo.

quarta-feira, setembro 9



Por enquanto, mais nada. Cansei de ABAB e rendondilhas. Nada disso se traduz do jeito certo.

segunda-feira, agosto 31

É o seguinte:

Vou incinerar 1/3 da população da trezentoseuniana, enrolar outro terço em fita adesiva e manter o terceiro terço sob ameaça constante de um ataque terrorista. Tudo isso só até dia treze.

terça-feira, agosto 25

10 + 8

Lua Adversa - Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Pode me chamar de gay, mas eu amo você, sua aluada.
Feliz aniversário!

sexta-feira, agosto 21

Um segundo antes do mundo parar

Passou por aqui, coitadinho,
À procura de um lugar para o ninho.
Saltou de um galho bem alto...
Se fez gavião no seu salto.
Aterrissou num jardim de flores...
Roçou suas asas nas cores.
Imaginei tê-lo para mim
Numa fita azul de cetim.
Hoje fui procurá-lo no sopé...
O mundo já tinha dado ré.

segunda-feira, agosto 10

Tudo Titubeia

Não me peça que decida
pela luz e esplendor.
- Bailarina equilibrista
de um circo de horror.

Não me obrigue a encenar
o papel de um juiz.
- Pássaro de uma perna,
de voador, só aprendiz.

Não me ponha a escolher
entre a vida e a morte.
- Além desse punho firme
há uma faca sem corte.

Não tente me convencer
pelo não ou pelo sim.
- Parece-me mais cerâmica
que uma pedra de marfim.

Não se irrite ou se apresse
com a minha indecisão.
Ainda escolho o jogo,
mas tenho cartas à mão.

Não quero também que pense
num processo infinito.
Quanto mais afino o muro
menor com meus passos fico.

quinta-feira, agosto 6

Serei breve


Ah é, ninguém vai fazer vestibular esse ano, não é mesmo? Tinha esquecido desse detalhe... Ah, e UERJ é dia 13/09, né? Boa notícia, ótima notícia.

domingo, agosto 2

Crescer para ser

Hoje tive um flash do meu futuro:

2009: Vou terminar o colégio sem me decidir sobre minha carreira e acabarei prestando vestibular pra qualquer uma das opções bem parecidas que eu tenho.

2010: Cursinho e orientação vocacional mil o ano todo. Não segura da minha escolha, nas opções pra vestibular vou colocar medicina só para não me encherem mais.

2011: Desiludida com o primeiro semestre da faculdade (contando que eu passarei) vou trancar a matrícula e fazer intercâmbio por seis meses. Possíveis destinos: Inglaterra, Alemanha (contando também que em seis meses eu fiz um curso relâmpago de alemão e aprendi o mínimo necessário), Austrália, África do Sul, qualquer outro lugar que fale inglês, português, alemão ou que pareça agradável.

2012: Voltando do intercâmbio totalmente diferente eu vou finalmente decidir meu futuro. Estarei segura, feliz e blá, blá, blá. Mas não vai fazer a menor diferença, porque o mundo vai acabar antes do meu aniversário de 21 anos.

Fim

terça-feira, julho 21

Divulgando

8º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE
CONTOS E POESIAS / 2009
www.guemanisse.com.br
editora@guemanisse.com.br
concursoliterario@guemanisse.com.br
É, novamente. Dessa vez espero fazer alguma coisa a tempo! De qualquer jeito, está aí para vocês.

quinta-feira, julho 16

Desadesivar

Aquele retrato, rasguei-o.
Apaguei todas as linhas daquela carta
e soprei todos os ciscos de cima da mesa.
Fechei a caixa, lacrei-a.
Está no fundo do armário
junto com os fatos restantes.
A música, eu esqueci.
A parede está vazia e os papéis não reclamaram.

Eu estou bem.

Não houve nem um grito,
nem um murmúrio,
nem um suspiro vindo do canto.
As imagens calaram-se,
o tempo as aquietou.
Arquitetei um novo mundo meu.

Não falarei mais em arrependimentos.

Enquanto desbotam, as fotografias se calam.
A cor sai e lhes rouba a voz.
O tempo escorre e lhes toma a cor.
Eu passo e esqueço a hora.

Santa hora para esquecer, que boa hora!

Um laço de fita para garantir sua inércia e seu fim.
Ah, se esse fosse o final de todos os livros...

quarta-feira, julho 15

Sobre um Ser

É politicamente correto ser politicamente correto. E é politicamente incorreto escrever frases contraditórias ou óbvias uma vez que se pode ofender alguém ao supor que a pessoa não é inteligente o suficiente para entendê-las. Deveria ser politicamente incorreto, também, travar a vida das pessoas. Mas então teríamos uma contradição: a política correta trava a vida das pessoas, então ela é incorreta e, por ser contraditória, é incorreta duas vezes. Mas por ser correta ela já é correta, mas esse é um argumento frágil e único e não devemos levá-lo em conta. Concluímos que ser politicamente correto é incorreto. Mas é politicamente correto se importar com o que é certo e errado, mesmo que seguir isso nem sempre faça muito sentido (e muitas vezes não faz). Então, se alguém quiser ser incorreto não tem que se importar com o que é correto ou não; mas se ele se importa com o que é incorreto se importa também com o que seria correto, sendo assim uma pessoa correta. E aí temos de novo uma contradição, mas você não vai importar com ela por ela ser politicamente incorreta, não é?

segunda-feira, julho 13

Coisas que meu pai não vai entender

- Fotógrafa?! Você vai é fazer medicina!

quarta-feira, julho 8

Metamorfosear

Antes era um peixe e vivia a nadar. Cansei então da água e amei o ar. Virei passarinho, aprendi a voar. Construí um ninho, gostava de cantar. Minhas asas um dia caíram e tive de rastejar. Como lagarta, comi folhas e vivi sonhando em mudar. De casulo fiz-me serpente e fui para o deserto morar: num lugar com pouca gente poderia sossegar. Mas, farta dessa solidão, quis voltar à água, fui visitar o mar. Como água, viva e translúcida, eu passei a viajar. E conheci tantas partes e vi tantos lugares e engoli tanto sal que decidi tornar o mundo o meu lugar. Mas como tudo muda pra sempre de novo me meti a mudar. Agora sou muito mais que gente, pois só quem muda de repente pode pensar em se encontrar.

segunda-feira, julho 6

Cecília

Mulher ao espelho

Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
__________
Mais alto.

sábado, julho 4

O operário desmoronou

O operário em construção
Desaprendeu a dizer não.
Esqueceu por quem falava,
Esqueceu por que lutava.

O operário contra o patrão
Não anda na contra-mão.
Sua mente contraditória
Virou medida provisória.

O operário da oposição
Trabalha na constituição.
Sozinho, não constrói mais nada,
Largou a foice e a enxada.

O operário da sindicalização
Transforma reforma em concessão.
Valorizou o capital,
Encheu o bolso do estatal.

O operário da união
Não tem mais calo na mão.
Só muda sua vida
Por medida preventiva.

O operário cresceu em vão,
Hoje vive de coligação.
"Se preocupa com a gente,
o Senhor Presidente ".

O operário desconstruído
Só quer o povo unido
Quando for a seu favor.
Do não, o operário tem horror.
__________
Sexta-feira faz bem... ou não.

domingo, junho 28

Sobre pequenas coisas

Estudando Vargas para minha belíssima prova de história - não que isso realmente tenha a ver - eu tentei lembrar porque eu gosto tanto de Toddynho; não consegui. Aí eu tentei lembrar porque eu gosto tanto de uvas e também não consegui. Então eu descobri que não conseguia lembrar o porquê de eu gostar tanto de certas coisas - além de comidas - e que fazia muito tempo que eu não parava para deliciá-las ou apreciá-las. Abandonei meu lindíssimo caderno e fui comer uva na varanda.

Olhando para os cantos tentando achar alguma coisa que eu não conheço ali ainda eu descobri um casulo. Um casulo na minha varanda! E eu nem sabia da existência dele. Mentira, eu sabia, mas eu tinha realmente esquecido; coitado, foi esquecido pelas minhas lentes, que nem acompanharam seu crescimento. Isso é quase um pecado.

Enfim, comendo minhas uvas eu descobri que frutas são, de longe, uma das melhores coisas feitas pelas árvores, depois da sombra. Aí eu me animei e decidi lembrar porque eu gosto de mexerica, laranja e melancia. Mas a melancia estava ruim, então eu não tenho mais tanta certeza se gosto dela. Depois de encher a jardineira da varanda com sementes, na esperança de nascer uma laranjeira ou mexeriqueira pra mim, eu fiquei um tempão só apreciando o gostinho na boca... É, eu amo frutas.

Depois eu decidi voltar ao meu fiel e digno Vargas, mas lembrei que faz muito, muito tempo que eu não tomo Toddynho - desde que pararam de vender lá no colégio. Resolvi tentar fazer o meu com leite e Toddy, o que, como sempre, não deu certo. Inconformada, coloquei também leite e pó e ia colocar sorvete. Só parei porque daqui a duas semanas vamos para Angra e... Enfim.

Vamos acabar logo com isso: Deve-se parar de estudar e comer frutas e tomar leite, depois você não vai querer voltar a estudar e virá escrever no blog. Deve-se, também, comprar pilhas para o seu mouse sem fio para você não ter que ficar mexendo a setinha com o dedo. Por último, mas não menos importante, deve-se falar, falar muito, e conversar bastante, e ficar rouca de tanto falar e de gritar! No outro dia seu humor estará tão renovado que até colonização no século XVII será divertidíssimo.

quarta-feira, junho 24

Noites de segunda

Esse fósforo que não se acaba,
Não se apaga e não se acaba,
E eu sopro, e dura sempre
E não deixas que sopre mais,
E que alimentas
E eu me desalimento,
Me desalinho se te falo
Digo, me desconcerto
No que levei tanto para consertar...
E a madeira que não cessa
E essa imensidão em frente
Não deixaram eu largar
Esse meu retrato teu;
E me fazem pensar que olhas
Aquele teu retrato meu.
E como que essa água,
Tanta água de sal e cor,
Não apaga, não se acaba?!
E se eu te jogar no fogo?
E se eu te jogar na água?
Que afoga, que afaga,
Que derrota, que naufraga,
Apago-te de mim.
Que joguem o fósforo no mar,
Não poderás te salvar.
__________
Ufa...

domingo, junho 21

Sobre hoje

de Bem Burra mesmo.

terça-feira, junho 16

Brincando com letras e notas II

Transforme-me
Forme-me
Me-me
Fá-sol-sol-fá-mi-ré-dó-dó-ré-mi-mi-ré-ré
__________
UERJ é domingo, o que eu estou fazendo aqui?!
É saudade, eu acho. Ou lembranças que ainda não aconteceram. Ou saudade do que já vem. Vai saber (eu não sei).

quarta-feira, junho 3

Pois é, Mafalda


Não me leve a serio, não me leve a mal, me leve para casa.

domingo, maio 31

Mais ou menos aos 7

E eis o porque de no Festival de Poesia da minha escola eu ter ficado chateadíssima por não saber desenhar um sapo:

No sapo tinha um rio
No rio tinha uma baleia
Na baleia tinha um sapo
que gostava da sereia.


Pois é, as coisas não mudaram tanto assim.

quarta-feira, maio 27

Saudade se resume









Você sabe, o que eu quero dizer,
não está escrito nos outdoors,
não cabe na canção.

domingo, maio 24

Crise da contemporaneidade



O homem esta constantemente insatisfeito com o seu físico:
Não tem pernas tão rápidas quanto queria para acompanhar o ritmo da vida,
Não tem olhos grandes o suficiente para absorver todas as imagens,
Não tem ouvidos hiper-sensíveis para ouvir as inúmeras novidades,
Não tem um estômago muito eficaz para digerir a informação que surge,
Não tem braços compridos o bastante para abraçar o mundo todo;
Tem gordura nas artérias e balas perdidas na cabeça.

__________
Redigido numa produtiva aula de geografia

segunda-feira, maio 18

Ao vovô


Setenta anos não é para qualquer um.

quarta-feira, maio 13

Alívio imediato

Dia de despejamento, procedimento padrão.



Chega, por favor. Pare de lembrar. Não fale mais nisso, não quero mais ouvir. Já passou, queria ter esquecido. Você não deixa, mesmo tão distante. Quero finalmente abandonar todos os planos, todos os sonhos, qualquer pedaço de imaginação ligado a você. Foi ótimo, maravilhoso, mas foi. Infelizmente não é filme, livro nem música, não dá pra acontecer desse jeito - por mais que eu queira. Toda vez que eu me ergo, você me derruba. Pare de colocar-se à minha frente, eu quero ir para longe. Mesmo que ainda pareça que acabou antes do tempo, o tempo passou, e foi rápido demais. A vontade pode até ser grande, mas o espaço é maior, colossal. Podia ter tudo parado naquela época ou talvez eu deveria ser menos parada. Você faz falta, não me pergunte mais isso que eu não te pergunto de volta. Cansei dessa enrrolação que já chega a um ano. Se escolheu ir embora, por que não foi de uma vez por todas? Por que faz questão de marcar presença em intervalos de tempo que parecem calculados? Vá logo! Agora eu é que preciso mudar de lugar, mudar de gente, de ar; queria sair. Pro sul, talvez, um outro lugar fresco, longe desse caos daqui de dentro... Longe de qualquer luz que ainda esteja acesa.
Um apelo, não sei mais bem a quem.

12 alternativas

1. Medicina
2. Biomedicina
3. Farmácia
4. Publicidade
5. Jornalismo
6. Arquitetura
7. Desenho Industrial
8. Ciências Sociais
9. Biologia
10. Psicologia
11. ...
12. Presidente

segunda-feira, maio 11

segunda-feira, abril 27

Minhas sinceras desculpas

Uma notícia recente despertou em mim profundos arrependimentos devido a uma frase dita aqui. Queria me desculpar com a família da falecida - e de tantos outros-, por dizer tal calúnia. Admito que errei e prometo não falar mais coisas absurdas como essa sem fazer uma pesquisa profunda sobre o assunto. Vocês, amiguinhos de quatro patas e focinho de bola, são lindíssimos e fofíssimos e não merecem insultos. De agora em diante só citarei meus amigos popós em relação a seu lado gentil, amigável e humano, ainda que antissocial. Minhas mais sinceras desculpas, aos hipopótamos.

terça-feira, abril 21

Manialus de apaguilus

Resolvi reformar minha gramática:
Apagar toda palavra escrita lá e esquecida
Com uma borracha bem grande
(Tão grande que apagaria até
Otorrinolaringologista).

Mas o tal do otorrino
Nunca fez nada de mal
(Era só uma rinite)
E me fez lembrar de uma coisa anormal:
Lembranças não são feitas de grafite.

domingo, abril 19

Dia do Índio

Dia do Índio
"Quem me dera ao menos uma vez fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez como a mais bela tribo dos mais belos índios não ser atacado por ser inocente."

domingo, abril 12

sexta-feira, abril 10

Em busca de uma mega borracha



Escreve, escreve, escreve, escreve.
Apaga, apaga, apaga.
Escreve, escreve, escreve.
Apaga, rabisca, rasura, rabisca.
Amassa, lixo.
Escreve, escreve, escreve, escreve.
Apaga, sublinha, grifa.
Dobra, embrulha, manda.
Senta, espera.
Esperando ainda.

terça-feira, março 31

Para uma amiga linda

(...)
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta
De noite cantando, — mais doce que a frauta
Quebrando a solidão,

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
De vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados
Brincando a sorrir.

São meigos infantes, brincando, saltando
Em jogo infantil,
Inquietos, travessos; — causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
Com modo gentil.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos,
Às vezes vulcão!
(...)
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.
Por Gonçalves Dias.
De Giordana,
Para Jade.
Parabéns!

(é claro que a Majú vai escrever uma coisa linda e acabar com minha auto-estima, mas ninguém bate o Gêdezinho.)

domingo, março 29

Volátil

- Lembra-se do tempo em que distância era
Menos que um mar inteiro,
Menos que o Rio de Janeiro,
Menos que o ar ligeiro
Entre nós?
- Não.

sábado, março 7

Dicionário Giordânico

Anaeróbio: casal espanhol.
Biscoito: quando a noite foi boa.
Corrida: colorida e feliz.
Dramaturgo: arte de muleta.
Extensão: de rígido, amoleceu-se
Flagelado: rubro-negro na Suécia.
Gim: quando eu digo sim.
Hímen: muitos heróis.
Infestar: a diversão é lá dentro.
Jasmim: epitáfio que não seguiu a norma culta.
Kiwi: não sabe falar francês.
Luneta: terceira geração.
Mentiras: pedaços de homens.
Náusea: Cabral em 1500.
Olímpo: neurótico.
Palo: canto do quadro.
Queimadura: demonstração de adultos.
Rudimentos: doce e mal-educada.
Seiva: tá, eu acredito.
Trema: de horror ou alívio, ela acabou.
Usina: vaiaram a professora.
Valdisnei: Mickey brasileiro.
Wii: americanos e felizes.
Xícara: ferrou.
Y: procure na tabela periódica.
Zoológico: macacos jogando xadrez.
__________
Hoje quebrei um copo e levei um ficheiro na cabeça, por isso estou tão engraçadinha.

segunda-feira, março 2

Minha 3x4



- Diga a verdade ao menos uma vez na vida!
- Você se apaixonou pelos meus erros....
- Não fique pela metade, vá em frente!
- Destruíam a razão desse beco sem saída...
- Diga a verdade, ponha o dedo na ferida!
- Você se apaixonou pelos meus erros... E eu perdi as chaves, mas que cabeça a minha!
- Agora vai ter que ser para toda a vida... O que não dá pra evitar e não se pode escolher.
- Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho, eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho.
- Feitos um pr'o outro... feitos pra durar. Uma luz que não produz sombra...

sexta-feira, fevereiro 27

Clássico Paradoxo

Eu te odeio.
Não muito, não com todas as minhas forças.
Odeio-te o suficiente
Para não te odiar totalmente
E te amar por completo.
__________
Para relembrar bons tempos.

quinta-feira, fevereiro 12

Temporariamente sem título

Foi sorrateiro, matreiro. Quase ninguém percebeu, mas estava lá. Aos poucos os conquistou e nem se deram conta disso. Foi estendendo suas raízes por baixo da terra, agarrando os pés de quem passasse; o individuo ficava ali, imóvel, em transe. Estendeu seu campo de domínio a áreas inimagináveis e, até então, inalcançáveis. Surpreendeu a todos com seu sussurro baixo e persuasivo; ninguém pôde resistir. Era, enfim, o maior e mais invejável, o ser soberano sobre a terra. Tinha tudo, possuía todos. Nem mesmo a si próprio conseguiu resistir! Até que, um dia, explodiu de desgosto e virou gota de chuva. Não passou na televisão.

segunda-feira, janeiro 26

Sulei

Talvez a partir de hoje não serão tão constantes minhas aparições - em um universo parelelo, meu blog é muitíssimo visitado, muito bem cotado e todos sentem minha falta, então eu espero que essa mensagem sobreviva à faca sutil e chegue aos meus fiéis leitores; só para vocês ficarem informados da atual situação. Volto só dia 08/02, depois disso não sei como tudo vai se encaixar por aqui.

Eis minha mensagem final de janeiro: Aproveitem os desenhos da Pum-Pum (sem trocadilhos) e os gatinhos, viva la revolución e abaixo o vestibular!

sexta-feira, janeiro 23

Inseparável

Envolvidos um no outro,
Parecíamos um só.
Tentava levantar-me,
Puxava-me de volta,
Mais para perto...
Abrir os olhos? Para que?
Sentia-os pesados...
Tudo amassado;
Enrolados entre as pernas, enpernados.
Queria espreguiçar-me, mas não deixava.
Puxando-me junto a si:
- Só mais cinco minutinhos...
E que cinco minutos,
Os melhores daquele dia.
Pelo espelho do banheiro olho para ele.
Desarrumado, desconjunto.
Contra minha vontade, saio pela porta:
- Até mais tarde, meu querido lençol.

quinta-feira, janeiro 15

Enquanto isso, na AFA...

“Eu sou Germânia Patinho*, tenho 17 anos e sou uma fotografólica. As pessoas chamam-me de maluca, dizem que não é saudável, mas não consigo me livrar deste vício; é algo que me persegue 24 horas por dia.

Já tentei muitas coisas, mas não é possível abandonar minha máquina, meu objeto do mal. É como se estivesse grudada em mim: suas engrenagens se confundem com as minhas e nos tornamos um só ser que não vive sem o outro... É realmente desesperador quando não posso levá-la para toda parte. Chamem-me de fraca de espírito, mas não consigo largar a mania de ver ângulos em cada paisagem, enquadrar cada cena, conferir o balanço de luz e criticar quando algo está claramente errado. Estes são os maiores problemas que o vício me traz.

Quando uma situação me intriga, quando a luz se acende em minha cabeça, a câmera vibra nas minhas mãos e não há meios de controlá-la, é como se ela agisse sozinha. E, feito mágica, ela emite aquele clique maravilhoso que exalta todos os meus músculos e então dispara; não só para dentro de si mesma, mas também para dentro de mim.

Esse vício já perdura por onze anos, desde que foi oferecida (pela minha mãe, quem diria!) aquela máquina mortífera disfarçada de rosa e com desenhos infantis de ursos polares e pingüins. A partir de então, não tive mais sossego; muito gastei em rolos e mais rolos, só para satisfazer esse prazer imenso que me traz apertar aquele botão e sentir a adrenalina correndo em minhas veias. Quando surgiu o modo mais sofisticado de atingir esse estado de espírito, onde não mais se precisava dos caros rolos, mas sim de pequenos retângulos azuis, é que tudo saiu do controle de vez: ninguém mais poderia me segurar àquela altura. Para todo canto e a todo instante eu estava com o meu objeto de vício e isso só foi piorando com o tempo, me consumindo aos poucos. Eu tinha que aprimorar e elevar o nível cada vez mais, se não nada me satisfaria.

Hoje venho aqui à Associação dos Fotografólicos Anônimos para trocar experiências e, contra a vontade dos médicos, dicas para aprimorar a arte de escrever com a luz. A fotografia nada mais é do que ver o que quase ninguém mais vê. Essa é a melhor sensação de todas e é o que leva os que vêem o mundo com um olhar diferente quererem mudá-lo; há uma necessidade em cada um de nós de preservar essa visão para sempre na memória, na memória humana. Isso é algo que nenhuma máquina escritora a base de luz conseguirá fazer.”

* Os nomes foram modificados para preservar a identidade dos envolvidos.

sexta-feira, janeiro 9

Últimas notícias



Desvendou-se finalmente o mistério das rodas-gigantes: são, para espanto geral da platéia, rodas de uma bicicleta enterrada de um menino muito, muito grande.

__________
Acho que me perdi.

sábado, janeiro 3

(entre parênteses)

(Um desabafo rapidinho por aqui [enquanto minha Florianópolis cai aos pedaços {tenho certeza que Deus, o Ser-supremo-que-controla-o-universo, a Chaleira Mágica ou seja lá como você chama - se é que chama - luta vigorosamente para previnir-me do câncer de pele} de tanta chuva que cai aqui]: Orkut é uma droga, em qualquer sentido imaginável. Pronto, acabou.)